Editorial
O Workshop, a desenvolver a partir do tema “Inovação na gestão de recursos humanos nas Forças Armadas Portuguesas: os militares em Regime de Contrato”, surge na sequência do Seminário, que decorreu durante a manhã de hoje, subordinado ao tema “A Reforma do Estado e Inovação na Administração Pública, Forças Armadas e GNR”, e insere-se no plano do CEMC deste ano letivo. É coorganizado pela Área de Ensino de Comportamento Humano e Administração de Recursos e pelo Centro de Investigação de Segurança e Defesa do IUM.
Artigos
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O problema da dificuldade de atração de candidatos para a prestação do serviço militar tem vindo a ser sentido com crescente intensidade em Portugal mas é comum a muitos países que transformaram os seus sistemas de recrutamento em direção a sistemas exclusivamente voluntários. Trata-se de uma redução não apenas de quantidade mas também de qualidade: em Portugal o rácio de candidatos por vaga tem vindo a reduzir-se, sendo em muitos casos inferior a 3/1 e nalguns casos menor.
Nesta breve apresentação que se segue, proponho tecer algumas reflexões sobre um tema bastante atual e crucial como é o da retenção de militares em regime de contrato (RC) nas Forças Armadas (FFAA) portuguesas.
Esta apresentação tem como objetivo expor alguns dados decorrentes de um estudo sobre as orientações de carreira dos militares voluntários e contratados do Exército Português, para alimentar o posterior debate. É um trabalho que tem sido desenvolvido com a colaboração da Sra. Professora Manuela Sarmento e em relação ao qual aguardamos ainda dados relativos aos outros ramos para podermos fazer um estudo mais alargado.
Venho aqui apresentar a nossa experiência no terreno no âmbito do apoio à transição. Eventualmente pode parecer estranho que o trabalho de uma Direção-Geral ligar com experiência de terreno, mas o facto é que a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional tem competências para operacionalizar o apoio à transição dos militares para a vida civil.